Em suas aulas de história, quando ainda estava na escola, você com certeza estudou sobre a corrida pelas especiarias das Índias, que resultou no descobrimento da América e em uma elevação do comércio da Europa com a África e a Ásia. Para quem não lembra, as especiarias Indianas incluem pimenta e noz moscada, que na Europa, naquela época, era tão valioso quanto ouro e prata.

No Brasil, com a chegada dos portugueses aqui, nós tivemos a corrida pelo ouro, que contou com um grande processo de mineração e que durou até o início do século XVIII. Esse processo fez Portugal criar diversos tributos sobre os ouros e diamantes aqui descobertos, o que contribuiu para tornar o país bem rico na época.

Hoje em dia, como todos sabem, temos a corrida pela vacina, que vejo algumas semelhanças com esses períodos do passado.

Como o Daniel mostrou em vídeo recente no youtube (clique aqui se você não viu), é muito mais barato para qualquer governo vacinar a população para que a economia se recupere mais rapidamente. Com isso, o governo arrecada mais impostos e já no primeiro ano tem um ganho bem acima do custo da vacina, comparando com qualquer cenário, seja de não vacinação ou de vacinação bem lenta. Claro que as perdas de vida também são importantes, isso é óbvio, mas quero trazer um viés mais econômico para o artigo.

Hoje, o Brasil, assim como parte da Europa, vive um cenário bem mais delicado com aumento de casos, de mortes e UTIs lotadas em diversas regiões.

Mesmo com o atraso na compra das vacinas, com os dados recentes divulgados pelo governo brasileiro, e considerando um cenário bem convervador, imagino que a população adulta, quase na totalidade, esteja imunizada no fim deste ano. Nesse cenário eu já estou imaginando diversos atrasos de entregas, problemas logísticos e etc.

Inclusive, a partir do meio do ano acredito que iremos ver, no mundo inteiro, uma abundância de vacinas.

Voltando aos tópicos do início do texto, nas corridas passadas que eu citei, os países que ganharam as disputas pelas especiarias e pelo ouro, registraram crescimento elevados, que impulsionou a economia deles por diversos anos.

Por isso, fui pesquisar um pouco mais sobre os países que estão mais avançados nessa corrida pela vacina e como esses dados podem nos auxiliar em uma tomada de decisão em relação aos investimentos:

Vacina

Fonte: Our world in data

Desse gráfico, que só pega alguns países para não ficar muito poluído, podemos concluir que, dos países mais relevantes e com bons potenciais que podemos investir, Estados Unidos, Reino Unido e Chile são os que provavelmente irão se recuperar mais rapidamente da pandemia.

Porém, temos que incluir o fato que diversos países, principalmente na Ásia, não estão vacinando muito pois não possuem muitos casos e que, muito provavelmente, farão parte deste grupo que se recuperará mais rapidamente.

Claro que apenas esses dados não são suficientes para uma decisão de investimento e, por isso, podemos acrescentar alguns outros:

  • Nesta semana o PIB dos Estados Unidos, para 2021, teve suas projeções revisadas pelo Fed, saindo de 4,2% para 6,5%;
  • PIB da China cresceu 2,3% em 2020, enquanto o mundo inteiro registrou variações negativas. Para este ano, a projeção é de um crescimento de aproximadamente 8%;
  • A variação do PIB do Brasil em 2020 foi de -4,1%, enquanto a projeção, para 2021, é de um crescimento de 3,2%.
  • O PIB na zona do Euro, em 2020, registrou uma variação negativa de 6,8%, enquanto a projeção para 2021 é de um crescimento de aproximadamente 4%.

 

Por último, mas não menos importante, é a seguinte notícia: Os Estados Unidos esperam vacinar toda sua população adulta até o fim de maio.

Insght

Fonte: G1

Lembra que eu citei que eu espero que o Brasil vacine toda sua população adulta até o fim do ano? Isso, para muitos, é até bem otimista, mas continuo acreditando nisso. Mesmo assim, o PIB do Brasil caiu bem em 2020, e as projeções estão se tornando cada vez mais pessimistas para 2021.

O fato é que Estados Unidos e boa parte da Ásia estão bem na nossa frente, e isso logo se traduzirá em melhores resultados das empresas dessas regiões.

Se você ainda não investe no exterior, mais do que nunca, você deveria considerar essa possibilidade. Tem muita oportunidade nesses países.

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Abraços e bons investimentos,

Raphael Rocha.

 

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Raphael Rocha

Meu nome é Raphael Rocha, tenho 24 anos e sou formado em Administração pelo Ibmec. Algumas de minhas paixões são viagens, leitura e o mercado financeiro. Invisto e ajudo as pessoas a investirem melhor desde os 20 e estou sempre em busca de conhecimento.